Quando pequena imaginava coisas que pensava que nunca iria conseguir ultrapassar os raciocínios humanos para tentar representar. Eu criava idéias milaborantes e não conseguia explica-las mesmo se tentasse ou me esforçasse muito. Ainda mais que era tímida e minha fala não vinha por ser grande coisa. Antes de tal, tinha que escolher alguém pra ver algo esplêndido que tinha pensado e ver realmente que era um gênio com tal coisa, sendo que, só iria ser chamada de louca ou ser olhada com um rosto torto. Ai deixei de ter uma grande carreira. Nem me importo muito. Sei que agora, com a minha idade e com o segundo jeito que achei para me expressar, conseguiria. Sei que o primeiro jeito, desde bebe, havia achado o desenho. Sabia que não era la uma grande coisa, mesmo todos achando. E até hoje isso. Mas agora tenho duas oportunidades a desenvolver, sendo que estou lutando com a terceira, qual sempre me prendeu e lutou contra mim.
Estava entre uns 10 a 12 anos e imaginava. Imaginava em todo o lugar. Vivia no meu mundo. Cheguei a ser nomeada por autista. No tal dia, tinha ido ao outro lado da esquina: Na praia. Com o meu primo estava eu no mar. Mergulhava sem meus óculos de natação, qual me ajudavam muito a ver as conchas e os pequenos buraquinhos na areia. Eu me perguntava de como o cabelo ficava daquela forma dentro da água. E de como o corpo ficava lento, mas delicado. Vagaroso. Delicioso. Me perguntei porque pessoas não viviam assim pela terra. Sim, seria engraçado ver os cabelos a aquele movimento. Pelo menos nunca mais seriam presos ou até presos seriam, mas não hidratados por expor uma boa aparência. Até as roupas estariam no movimento. Imaginei no vestido. Por que sereias? Por que caudas? Por que beleza? Por que não inventavam algo para conseguir isso fora da água? Cientistas vinham com tantas idéias, mas onde estava a criatividade? Por fim. Essa era uma entre minhas mil loucuras. Agora, beirando meus 16 anos, vejo que sugaram minha imaginação por te-la representado, de alguma forma, em um vídeo. Eu não gosto de não saber me expressar como quero; Mas vi que um passo adiante podemos dar para loucuras.

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