segunda-feira, 13 de abril de 2009

Como se minhas veias ardecem a cada movimento, como se meu sangue borbulhace ao ferver de uma jorrada.
Meu coração nao se importa a quem, minha mente tenta me controlar sozinha, fazendo meu corpo cambalear, nao sabendo se vou cair ou nao, sem conseguir aguentar mais, ela se cansa, e deixa a sua boneca sem corda.
Ela sente algo quando as palmas da pequena boneca se esparramam brutamente sobre o aspero chao e faz assim, aquele raivoso sangue, escorrer lentamente por ali, pela pequenina mao de gesso da boneca.
A dor passa pelo meu corpo, demonstrando o que ela realmente significa, e os motivos transbordam, os sentimentos eram tantos juntos que acabaram transboradando em uma lágrima.
Nada mais ha dizer.
Sem forças para se levantar.
Sem ajuda.
Sem nenhuma pena ou preocupação.
E a pequena boneca, demonstra um sorriso com os cantos dos labios enquanto suas pequenas lágrimas negras marcam por seu rosto.
Quem menos esperava.
Segurou por seu pulso e a puxou com força, mas ao mesmo tempo... Uma coisa inexplicável.
Ele nao precisava fazer isso, não, ele passou suas frias e robustas maos por seus escuros fios e os segurou, encostando macios, deliciosos, suculentos e irresistiveis labios aos dela, pequena boneca.
Pequena boneca encantada, imobilizada.
E seus sentimentos continuavam a transbordar.
Tudo embaralhado por dentro da mente, o que foi isso?
Nao se entende mais nada.
Boneca, pensou que um galinha, seria.
Alem de ciscar minhocas, ainda sorri por tras de suas costas.
Mas não.
Nao conseguia imaginar que seria realmente isso.
Nao conseguia imaginar mais nada.
Escrever mais nada.

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