quarta-feira, 11 de março de 2009
Que saco, o quanto mais tento te esquecer, mais voce volta pra minha mente e me atormenta. Me ajuda a te esquecer? Ajuda? Deixa eu saltitar e viver como uma crinça. Pendurada em um balao de gas e sendo levada rapidamente pelo seu sorriso. Uma mascara sobre o meu rosto nao iria ajudar a situação. O que eu quero agora é sumir. Sorrir. Achar o que eu realmente amo para. Para... Me abrir. Eu quero, é, algo que realmente eu nao sei. Mas por que voce nao vem logo para mim, só pra mim, e diz. Diz tudo que deveria. Que me ultiliza como um objeto para brincar. Algo inutil, que pode bricar comigo ate, a boneca se divertir, me jogar ao canto, e me botar no lixo, como se nada tivesse acontecido. Eu nao entendo os seres-humanos. Nem eu me entendo. Eu só queria seu carinho e sua compreenção, mas, vi que isso nao adianta. Mesmo que, toda a emoção que eu passei quando voce começou a me olhar dentro daquela caixa, eu parecia ser unica. Nao havia mais niguem em volta, me senti especial por um momento. Eu estava sentindo algo tao estranho, que nao conseguia explicar, e fui pra sua casa. Aprendi a brincar. E, havia aprendido a descançar, mas, quando percebi que esse descanço passou dos meus limites, pensei que havia algo de errado em mim. Em mim, sera que... Nao, eu nao sabia o que estava havendo, só via voce sair daquela porta. Só algumas vezes olhava para mim, e raras vezes via um sorriso, mas, quando via o sorriso, nao estava mais olhando para mim. Isso é constrangedor. O que esta havendo? Começei a chorar. Falta sua. Muita. Falta... Ate que, vi alguem diferente, maior que voce, me segurou sem muito cuidado e me jogou em uma caixa. Depois de chorar o suficiente para alagar todo o meu rosto, acho que, por um milagre vi voce, abrindo a caixa e me tirando dali. Havia lembrado de mim. Mas voltou a me por naquele canto mofado e silencioso, e voltou a sair por aquela porta. O tempo percorria, e a alegria e tudo o que eu sentia ia embora cada vez mais. Algum dia, por um milagre, voce entrou por aquela porta, mas segurando outra boneca, e que era, uma amiga. E começou... a fazer as mesmas coisas que havia feito comigo, mas, nao tao parecidas. Algumas vezes olhava para mim, mas eu nem se quer podia sorrir. E agora? Como quer que eu me sinta? ...Nós mudamos. E prefiro voltar para aquela caixa do que ficar, em plateia. Eu nao aguento mais isso.
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